quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Portfólio - Alexandra Gonçlaves Pawlowski

 















Orçamento na Construção Civil

 



 

    Orçamento é a parte de um plano financeiro estratégico que compreende a previsão de receitas e despesas futuras para a administração de determinado exercício (período de tempo). Aplica-se tanto ao setor governamental quanto ao privado, pessoa jurídica ou física. 


BDI Nomenclatura

 

    A nomenclatura Benefícios e Despesas Indiretas (tradução/adaptação por conveniência direta e simplista), conquanto usual por algumas décadas nos meios orçamentários, tem sido objeto de contestação e, mesmo, refutação, por se questionar (até em nível de tribunais de contas) se seria ou não um item legitimo ou necessário de composição orçamentária, ou se, ao menos em parte, não se destinaria a cobrir vantagens escusas (ideia sugerida pelos substantivos benefícios ou bônus).

  O BDI é a taxa aplicada sobre o custo da obra para determinar o seu preço de venda. Esta taxa deve considerar as despesas indiretas, riscos envolvidos e a margem de lucro esperada. A formula matemática para calcular o BDI é:

 

BDI = { [ (1 + AC) x (1 + DF) x (1 + R) x (1 + L) ] / ( 1 – T ) } – 1

 

AC – Administração Central

São as despesas gerais com administração. Exemplo: salários dos funcionários do escritório, aluguel da sede, materiais de escritório, entre outros gastos. Para transformar as despesas em taxa, você pode dividir o valor total das despesas anuais pelo custo total de todas as obras realizadas no ano anterior.

DF – Despesas Financeiras

Representam a perda monetária decorrente da defasagem entre a data do efetivo desembolso e a data da receita, dado que você terá que pagar os materiais e serviços da construção para depois receber o valor da venda. Esta taxa pode ser calculada com base na SELIC ou IPCA.

R – Riscos

Esta taxa representa os possíveis gastos extras com imprevistos, sinistros, roubos, quebras, etc. Esta taxa é a mais difícil de ser calculada e a maioria acaba não usando no cálculo.

L – Lucro

Este percentual representa o lucro do construtor sobre o empreendimento. Geralmente os fatores consideramos na hora de calcular a taxa são:

concorrência e dimensão do projeto.

T – Tributos

É a somatório de todas as tributações e impostos incidentes sobre a obra, por exemplo: ISS, PIS e COFINS.


Função BDI

 

    BDI, a despeito de alguma confusão conceitual e eventualmente também operativa, pode entender-se como função que associa ao binômio "custo direto (às vezes chamado simplesmente custo) versus custo total" um número (expresso em percentagem (%) ou em por unidade (pu)) — que exprime quanto do custo total calculado sobre o custo direto a este se agregou para compor o custo total do empreendimento. 

    Isso pode ser assim expresso, em linguagem matemática simbólica

    Nota-se, a bem do rigor matemático (imprescindível), que BDI não é simplistamente "um percentual que multiplica o preço de custo tal que venha a resultar o preço de venda". A lei de composição é diferente. É precisamente a que está expressa na relação de equivalência acima.

    Ademais, deve-se lembrar que a mesma relação de equivalência acima apresentada pode ser expressa em por unidade (pu), como segue:

 


 

 


 

    Por que isso é importante? Pelo fato de — ainda que o conceito mesmo de BDI permaneça polêmico (tanto que se desvinculou da significação originária, anglo-saxônica, sem, entretanto, perder-lhe a essência) — sim, pelo fato de, como quer que seja, ele expressar, como expressa, uma "diferença" (difference) de ingresso (income) orçamentário (budget). Noutros termos, para se compor o preço de venda de algo, o que quer que seja, além do preço de custo (direto), outros custos (ditos indiretos) também expressos em preços, somados ao lucro (outras vezes chamado de margem de contribuição) necessariamente intervêm.

    A administração financeira é a disciplina que trata dos assuntos relacionados à administração das finanças de empresas e organizações. Trata-se de um ramo privativo à Administração.

    Deve-se compreender e entender o sentido e o significado de finanças, que corresponde ao conjunto de recursos disponíveis circulantes em espécie que serão usados em transações e negócios com transferência e circulação de dinheiro. Sendo que há necessidade de se analisar a fim de se ter exposto a real situação econômica dos fundos da empresa, com relação aos seus bens e direitos garantidos.

    Analisando-se apuradamente verifica-se que as finanças fazem parte do cotidiano, no controle dos recursos para compras e aquisições, tal como no gerenciamento e própria existência da empresa, nas suas respectivas áreas, seja no marketing, produção, contabilidade e, principalmente no planejamento de nível estratégico, gerencial e operacional em que se toma dados e informações financeiras para a tomada de decisão na condução da empresa.


Composição do BDI




        Em síntese, o BDI deve contemplar tão somente os custos que contabilmente se classificam como despesas indiretas. Com efeito, o BDI responde pelos seguintes elementos de custo do empreendimento:

Elementos de composição direta (comparecem em numerador):

custo rateado da Administração Central, relativamente à obra em causa; custo financeiro relativo a tomadas de recursos externos à empresa; custo de risco relativo ao cenário de incertezas reinante no mercado; Elementos de composição inversa (comparecem em denominador):

 

  • Tributos municipais incidentes sobre o empreendimento;
  • Tributos estaduais incidentes sobre o empreendimento;
  • Tributos federais incidentes sobre o empreendimento;
  • Lucro a ser auferido pela empresa com o empreendimento.

 

    Outros gastos devem ser incluídos analiticamente na planilha orçamentária como custo direto. expressão na qual:

AC = Administração Central, custo da (%);

CF = Custo Financeiro (%);

MI = Margem de Incerteza (%);

TM = Tributos Municipais (%);

TE = Tributos Estaduais (%);

TF = Tributos Federais (%);

MC = Margem de Contribuição ou Lucro (%).

    A composição do denominador variará conforme a ordem jurídico-política de cada país. Alguns adotam Estados, outros, Províncias ou estrutura diversa. Porém, em essência, o grupo (TM+TE+TF) comparece para representar a carga tributária vigente.

 

 

Custo Direto

    São todas as despesas aplicadas diretamente na construção ou reforma. Normalmente os custos diretos são os gastos com materiais de construção, mão de obra, serviço e aluguel de equipamentos.

 

Custo Indireto 

    Já os custos indiretos são todas as despesas relacionadas a obra, mas não aplicadas diretamente na construção ou reforma. Por exemplo: as taxas para fazer ligação da água e energia, as taxas da prefeitura para liberação do alvará da obra, seguros, honorários do arquiteto, engenheiro e administrador da obra, entre outras despesas.

    Existem muitos tipos de orçamentos de obras. E cada tipo tem um grau de precisão diferente em função do nível do seu detalhamento. Novamente, quanto mais detalhado é o orçamento, maior é a sua precisão. Nesta seção falaremos sobre as técnicas mais utilizadas em obras residenciais.

        Estimativa de custos (CUB)

    Se você está começando agora, ainda não possui projetos e quer apenas ter uma estimativa grosseira do custo da obra, recomendamos que faça a estimativa através do CUB.

   

Custos X Despesas

 

    Nos orçamentos, dois componentes determinam o preço final de uma obra: os custos diretos e o BDI (Benefícios e Despesas Indiretas), onde:

Custos diretos são aqueles que ocorrem especificamente por causa da execução do serviço objeto do orçamento em análise; e

Custos indiretos são os que, embora não incorporados ao produto final (v.g., os impostos, imprevistos, mobilização e desmobilização, juros entre outros) todavia contribuem para a formação do custo total.

 

O orçamento na construção civil

 


    Orçar é quantificar insumos, mão de obra, ou equipamentos necessários à realização de uma obra ou serviço bem como os respectivos custos e o tempo de duração dos mesmos.

    Sem duvida alguma, o orçamento produto influencia o desempenho da empresa, e vice versa, pois toda a empresa funciona como um todo orgânico. Nesta concepção, pode-se afirmar que o orçamento produto tem suas diretrizes definidas no processo orçamentário da empresa.

    O orçamento pode ser elaborado visando definir o custo e, por extensão, o preço de bens e serviços tais como:

  • Elaboração de Projetos;
  • Elaboração de Orçamentos, Cadernos de Encargos, Especificações;
  • Elaboração de Laudos Técnicos;
  • Serviços        de       fiscalização, auditoria        ou assessoria técnica;
  • Orçamento de Serviços ou mão de obra;
  • Orçamento de construção ou empreitada;
  • Orçamento de canteiros de obras ou obras complementares; Etc.

 

O Caderno de Encargos

 

    É um documento normalmente fornecido pelo contratante.

  Neste documento são consolidados as Especificações Técnicas, o Memorial Descritivo, o detalhamento de partes do projeto e especificações de equipamentos e serviços auxiliares, tamanho e complexidade das instalações do canteiro de obras, bem como complementa outras determinações técnicas e gerenciais estabelecidas em contrato.  

    Recomenda-se levantar, registrar e verificar itens, a exemplo dos abaixo relacionados, no intuito de permitir a elaboração precisa de orçamento, estabelecer a necessidade de projetos especiais tais como de:

  • Fundações ou do tratamento e recuperação de condições ambientais.  
  • Terreno:         dimensões, qualidade       de       subsolo, lindeiros, óbices;
  • Condições    técnicas         das       edificações ou propriedades lindeiras;
  • Disponibilidade de mão de obra especializada ou não;
  • Fornecedores de serviços e equipamentos;
  • Fornecimento de tecnologias especiais;
  • Serviços Públicos: água, energia, gás, telefonia;
  • Condições dos acessos;
  • Código de Posturas do Município;
  • Legislação Tributária; Legislação Ambiental.
  • Etc.

    A formação do preço e, em decorrência dele, o lucro, é função do regime prevalente da industria onde a empresa se situa.

    O reconhecimento desse fato induz a comportamento distinto na formulação de proposta de preços, atuando a empresa em regime de livre concorrência, em oligopolizado ou monopolizado.

    No caso da construção civil e especialmente quanto as empresas que trabalham sob regime de empreitada, de modo geral, pode-se afirmar que os preços dos bens e serviços praticados se formam no seio de seu mercado, isto é, em regime de livre concorrência.

    Tanto no comércio como na industria manufatureira, o paradigma adotado para a formação do preço era função do somatório do custo incorrido e da margem de lucro desejada, sendo nessa embutidos os custos e despesas indiretos de produção.



Preço =  ( Custos + Margem de Lucro)


    A expressão acima permite inferir um tipo de comportamento tradicionalmente aceito e normalmente praticado, em que o preço era uma variável dependente, e o custo e a margem de lucro variáveis independentes. Sendo que os custos sendo, geralmente, estabelecidos pelos fornecedores de insumos e a margem de lucro definida pela empresa ou o profissional interessado.

Custos

Diretos: por definição, são os custos diretamente apropriados ao produto, perfeitamente caracterizados e quantificados a cada serviço. Ex: mão-de-obra direta, insumos e equipamentos.

 

Indiretos: custos indiretos são aqueles onde se faz necessário estabelecer algum fator de rateio para a sua apropriação a algum serviço. Assim sendo, os custos indiretos podem ter duas origens:

    Os custos vinculados à administração do canteiro de obras; E, as despesas decorrentes da administração da empresa.

 

Composição de Preços

    O preço na construção civil, geralmente, é definido pelo seguinte modelo em que: CD corresponde aos custos incorridos, diretamente, na execução dos serviços e IBDI , denominado de índice dos Benefícios e Despesas Indiretas, engloba os custos indiretos a serem suportados por cada serviço.  

Preço = CD X IBDI


Composição de Custos Unitários

 

       A maioria dos orçamentos apresenta como parâmetro de orçamento o serviço.

    Assim, o custo de cada serviço em que foi subdividido um projeto é composto segundo a quantificação e os custos da mão de obra, dos insumos, dos equipamentos e dos encargos sociais necessários à sua consecução.

    Sendo, MO a expressão do valor representativo da mão de obra; MT representando os insumos; EQ, os equipamentos; e, ES os encargos sociais incidentes sobre a mão de obra. O custo de cada serviço é composto segundo o seguinte modelo:

    Estes quantitativos são multiplicados por composições unitárias de insumos para a execução destes serviços. A soma dos produtos dos quantitativos por suas composições unitárias resulta no custo total do projeto.

    Portanto, para realização do orçamento atuam três variáveis: o quantitativo dos serviços, a composição unitária e o preço dos insumos. E, uma variável fiscal, os encargos sociais.   


    A composição de custo unitário geralmente tem os seguintes componentes:

  • Índice ou coeficiente de aplicação de materiais;
  • Índice ou coeficiente de produção ou de aplicação de mão- de-obra;
  • Índice de aplicação de equipamentos com o seu custo horário;
  • Preços unitários de materiais;
  • Preços unitários de mão-de-obra;
  • Taxas de encargos sociais;
  • Benefícios e Despesas Indiretas (BDI).

    A produtividade do equipamento é fornecida pelo catálogo do fabricante. Porém há que se considerar a queda de produtividade propiciada pela utilização do mesmo.

    O preço unitário é função de composição onde são considerados:

  • Depreciação;
  • Juros sobre capital investido;
  • Seguros;
  • Reparos e manutenção;
  • Reposição de peças rodantes;
  • Manutenção de pneus;
  • Custos de operação: combustível, lubrificante e graxa; 

Mão de Obra de Operação

    Na construção civil a mão de obra é a parte que possibilitará, direta ou indiretamente, a realização plena da obra. Os profissionais envolvidos são os pedreiros, arquitetos, eletricistas, pintores, marceneiros, dentre outros. Esta mão de obra pode estar presente de três formas:

  1. nos Custos Unitários diretos dos serviços – são os profissionais que serão responsáveis por executar, diretamente, o projeto;
  2. nos Custos Indiretos – também conhecidos como custos de infraestrutura e de apoio à produção. Pode ser na instalação do canteiro de obras, administração local, mobilização e desmobilização da obra;
  3. nas Despesas Indiretas – estes trabalhadores são aqueles que estão presentes na administração central ou sede da empresa.

    A soma destes diferentes tipos de mão de obra forma o seu custo total que será gasto com trabalhadores. Ele se adequará de acordo com as especificidades da obra em questão.

    No orçamento constará os custos médios de toda a obra, os valores unitários e todas as projeções da obra. Ter certeza de onde se gasta o dinheiro investido no projeto otimiza o lucro e a produtividade. Um orçamento eficiente deve conter ainda as horas de trabalho. Esta quantificação deve ser feita a partir da quantidade de profissionais que serão utilizados no decorrer da obra.

    Para economizar e não ter surpresas você precisa de ter profissionais qualificados atuando a seu lado durante todo o processo. Algumas dicas que podemos destacar na hora de contratar a mão de obra são:

     Fazer pelo menos três orçamentos diferentes;

  Procure referência dos profissionais, a reputação em relação aos prazos de entrega e cumprimento de cronograma;

    Relação custo x benefício, os resultados são tão importantes quanto o valor cobrado pelos profissionais, desta forma você garante a economia, mas também mantém a qualidade do empreendimento;

    Faça um contrato de prestação de serviços com cada profissional.

    Analise as opções que adequam ao que você precisa.

   Por dia de serviço: este tipo de contrato é viável apenas quando você precisa de pequenos consertos ou reformas. Em geral, esta forma de contratação não é boa para nenhuma das partes envolvidas;

    Por etapa ou contratos de empreitas: cada etapa do projeto (alicerce, alvenaria, acabamento, hidráulica, dentre outros) possui um preço fixo. Esse valor, normalmente, é calculado por metro quadrado. Esta forma é interessante, você não fica refém do profissional e seu valor é estipulado desde o início do trabalho. Este tipo de contrato é ideal para quando você precisa de um especialista de cada área.

    Por obra fechada: Esta é a forma mais comum de contratação. Neste caso é calculado o valor final, também de acordo com o número de metros quadrados do empreendimento. Esta forma de pagamento é boa para ambas as partes envolvidas devido à previsibilidade. Você pode saber exatamente quanto o profissional irá receber desde o início da obra.

 

Como calcular os custos da mão de obra

 

    Multiplicando a quantidade necessária de cada serviço você encontra quantas horas cada profissional gastará para concluir as etapas do projeto. A fórmula utilizada é:

 

Custo de mão de obra = salário x [1 + (leis Sociais + Encargos Complementares)]

 

    Para o sucesso do seu projeto é imprescindível orçar o custo de mão de obra de forma precisa. Sem contar que fazendo escolhas eficientes você reduz os custos finais do empreendimento.

    Para calcular o preço da mão de obra por m2 é simples, você irá tirar as medidas do seu terreno, se ainda não souber. Feito isso, é só pesquisar por profissionais que realize construções por m2 e escolher aquele que oferece um preço mais acessível e apresente confiança. Com o tamanho do terreno e com o valor da mão de obra, faça um conta simples de multiplicação, ou seja, medidas do terreno x preço de m2.

    O valor do metro quadrado varia muito de uma região para a outra, mas o preço padrão que geralmente é encontrado nessas regiões, é no valor de 200 a 300 reais por m2. Os valores são demonstrativos, pois o preço vai depender do profissional que você escolheu para realizar a sua obra. Vamos supor que o seu terreno seja de 100 m2, fazendo essa conta, uma construção por m2 sem acrescentar os materiais de construção sairia no valor de 20 mil reais.

    É por isso que é interessante optar por este modelo de trabalho! Afinal, este meio de construção acaba compensando bastante, pois você poderá pesquisar os materiais de construção que são de qualidade, sem esquecer-se de economizar e dessa forma a sua obra irá ficar bem mais em conta do que se fosse com outra forma de construção.

    O preço da construção por metro quadrado tem ganhado um crescimento, pois o subsídio do governo também veio a crescer e esse crescimento proporcionou a oportunidade de várias pessoas construírem a sua casa sem dificuldades.

    Calculando o preço de construção de casa por m2 com o material de construção já incluído, essa construção terá o valor de 800 a 2000 mil reais, sendo apenas uma suposição. Essa construção com o valor de 800 reais por m2 em um terreno de 100 metros quadrados sairá por 80 mil reais.

 

Custo em etapas para orçamentar a construção

 



    Dividir etapas para uma obra é fundamental, pois não devemos comprar tudo de uma vez só, sempre utilizando o valor do CUB (custo unitário básico) para o orçamento.

Etapas:

  1. Serviços Preliminares
  2. Infra Estrutura (fundação e laje)
  3. Supra Estrutura (vedação)
  4. Cobertura
  5. Esquadrias (Madeira, alumínio ou PVC)
  6. Revestimento
  7. Cerâmica
  8. Instalações Hidrossanitárias
  9. Instalações elétricas
  10. Pintura Interna e Externa

 

    Quando calculamos tijolo mais argamassa, devemos levar em consideração o tamanho do tijolo ou bloco. Acrescentando 1,5cm a mais no cálculo do tijolo, o cálculo vai fluir normalmente, mas no resultado final vai haver diferença.

    Para cálculo de pintura devemos levar em consideração a parede limpa (lixada, lavada e seca). O Calculo é feito pelo consumo em litros. Podendo ter de 2 à 3 de mãos.

 Existem ao menos três formas de precificar o orçamento de obra:

  • Pela hora técnica
  • Pelo custo mensal
  • Pelo m² do projeto

 

    A hora técnica é o melhor caminho para fazer o cálculo do serviço do orçamento de obra de forma mais assertiva e prática. Isso porque, nem todas as obras exigem um mês de trabalho para a elaboração do planejamento orçamentário. Há projetos mais simples, que requerem menos tempo de dedicação, o que levaria ao fracionamento dos cálculos e a uma argumentação confusa e pouco direta na hora de convencer o cliente a pagar por esse serviço fundamental.

    O poder público padroniza as despesas da Construção Civil conforme os valores dos projetos. Já o profissional da engenharia de custos deve compreender esse padrão por meio do tempo investido em cada planejamento orçamentário. O que no raciocínio lógico fica assim:

  


 

    O caminho percorrido pelo engenheiro de custos até o orçamento de obra Com essa base, é possível saber o tempo médio que os concorrentes levam para executar o orçamento de obra. Esse período dedicado à elaboração do trabalho, multiplicado pelo valor da hora técnica do engenheiro de custos é o quanto vale o serviço que torna projetos financeiramente viáveis. Afinal, um planejamento confiável é tudo que uma empresa precisa para evitar imprevistos financeiros.

    Você pode calcular a sua identificando os custos diretos, somados aos indiretos, acrescidos do valor da ART, mais as despesas de seguro de vida. Sobre o valor total aplique os impostos: 27,5% de IRPF e 5% de ISS. Assim você calcula uma despesa mensal.

    Para chegar ao valor da hora técnica, basta dividir o resultado das despesas, — contando impostos —, pela carga horária de um profissional que atue 7 horas diárias, durante 20 dias úteis do mês. Assim você consegue precificar o orçamento de obra, desde um empreendimento de grande porte até edificações menos expressivas.

 

O CUB – Custo Unitário Básico


    Oficialmente, o CUB é um número calculado e publicado mensalmente pelos Sindicatos da Indústria da Construção Estaduais (Sinduscon) que serve de referência de preços de obras naquela região.

    Todos os meses os Sinduscon’s realizam cotações de materiais, mão de obra e equipamentos necessários para se construir projetos padronizados e divide esse custo pela área construída dessas edificações. O resultado do cálculo é divulgado nos sites em R$/m2.

    Os projetos-padrões têm as seguintes tipologias e siglas (o número da sigla indica a quantidade de pavimentos do projeto):

 

Residenciais

  • Residência Unifamiliar – R1
  • Prédio Popular – PP4
  • Residência Multifamiliar – R8 e R16
  • Projeto de Interesse Social – PIS
  • Residência Popular – RP1Q

 

Comerciais

  • Comercial de Andares Livres – CAL8
  • Comercial de Salas e Lojas – CSL8 e CSL16
  • Galpão Industrial – GI

 

Além disso, os projetos possuem os seguintes padrões de acabamento:

  • Baixo
  • Normal
  • Alto

 

Cálculo final do orçamento da obra com a fórmula apresentada:

 

(CUB x Área Construída + Itens não inclusos)x(1+BDI) = Custo Final = R$

2.179.159,36

 



Os custos no CUB estão divididos em:

 

  1. Tipo de construção: Residencial, comercial, galpão industrial ou casa popular
  2. Número de pavimentos: 1, 4, 8, 12 ou 16 pavimentos
  3. Número de quartos: 2 ou 3 quartos
  4. Padrão de acabamento: Baixo, normal ou alto

 

    É importante ressaltar que o CUB não é uma ferramenta precisa para a realização de um orçamento. Ele não contempla custos com projetos, fundações, valor do terreno, paisagismo, elevadores, ar-condicionado, impostos, lucro, dentre outros.

    No orçamento preliminar o grau de detalhamento já um pouco maior do que na estimativa de custo. Nessa fase do orçamento já são estimados as quantidades e os custos de pequenos pacotes de trabalho.

    Dessa forma, já pode-se estimar as espessuras das lajes de concreto, da quantidade de aço e de forma por m3 de concreto, dentre outros.

   O orçamento analítico é a maneira mais detalhada e precisa de se conhecer os custos envolvidos na construção de uma edificação.

    Neste tipo de orçamento, faz-se o uso de composições de custos de cada serviço que será utilizado na obra discriminando as quantidades de materiais, equipamentos e mão de obra por meio dos projetos detalhados.

    É necessário conhecer os custos diretos (materiais, equipamentos e mão de obra) e também os custos indiretos (custos com o escritório central, salários administrativos, impostos, lucros, etc).

    O orçamento analítico é o mais preciso desses três tipos de orçamento e é o mais utilizado quando se tem um escopo bem desenvolvido e aprovado pelos interessados na obra.

    Os custos diretos de uma obra se referem aos custos que estão diretamente relacionados com o serviço a ser executado. São custos diretos os gastos com os materiais, equipamentos e mão de obra.

    Para a determinação dos custos diretos é realizado uma composição de custos em que é mostrado todas as quantidades e índices de insumos e mão de obra.

    Os custos indiretos são aqueles que não estão necessariamente relacionados com os serviços executados em campo.

    Por exemplo, o presidente da empresa não está diretamente ligado aos serviços de obra. Porém, ele recebe o seu salário e este deve ser previsto em orçamento.

    Os custos indiretos são os gastos com a administração central da empresa ou escritório central, custos com despesas administrativas, com taxas de seguro e riscos.

    Como dito anteriormente, a composição de custos é uma ferramenta que contém todos os levantamentos de insumos e mão de obra que será gasto para um determinado serviço na obra.

    Devem ser abordados os insumos que incidem sobre algum serviço com suas quantidades, índices, custos unitários e custos totais.

    Dessa forma, fica mais fácil a obtenção de um valor mais exato para a realização de alguma etapa da obra.

 

Cálculo de Materiais


    Como calcular materiais de construção é uma das etapas do levantamento quantitativo, podemos dizer que é uma tarefa determinante para o orçamento da obra. É que o ponto de partida do levantamento qualitativo é a análise detalhada de todos os projetos da obra. E nessa etapa é quando são observadas as especificações técnicas feitas pelos projetistas.

    A lei 8.666, a chamada lei das licitações, estabelece que os quantitativos de uma obra, deverão ser fornecidos pelo contratante. O objetivo final é promover a absoluta igualdade de condições entre os participantes da concorrência em questão.

Sobre Obras e Serviços, veja o que diz a Lei de Licitações:

“É vedada, ainda, a inclusão, no objeto da licitação, de fornecimento de materiais e serviços sem previsão de quantidades ou cujos quantitativos não correspondam às previsões reais do projeto básico ou executivo.”

    Uma margem de segurança usualmente adotada é de 10% além do que seria efetivamente necessário. Esse índice é válido para itens como blocos de alvenaria, revestimentos e argamassas, por exemplo. O ideal, no entanto, é sempre verificar quais são as orientações de cada fabricante para determinar a margem de segurança adequada.

    Definida a área a ser construída, verifique as dimensões do bloco especificado pelo projetista e o tamanho das juntas horizontais e verticais.

    Para esse cálculo, é recomendável considerar um acréscimo de entre 5 e 10% nas quantidades.

    A quantidade de blocos por metro quadrado é determinada pela fórmula: 

Blocos (B) = 1 / (b1 + e) x (b2 + e). 

Considere que:

b1=comprimento do bloco b2=altura do bloco b3=espessura do bloco e= espessura das juntas entre os blocos

 

O volume de argamassa é determinado pela seguinte fórmula:

Volume de argamassa (V) = [1 – (B x (b1 x b2))] x b3

    Atente para o fato que o cálculo resulta em valores em metros cúbicos. Como argamassas industrializadas são vendidas por peso, é preciso converter as unidades. Isso é feito por meio da multiplicação do volume de argamassa por 1 m³, que equivale a 1.000.000 cm³.


Alguns consumos médios de cada tipo de tijolo:

  • Bloco de concreto: 9x19x39 cm / 14x19x39cm = 12,5 unidades por m²;
  • Bloco cerâmico em pé em parede com 10cm de largura = 23 unidades por m²; 
  • Bloco cerâmico deitado em parede com 20cm de largura = 46 unidades por m²;
  • Tijolo comum em parede com 10cm de largura = 92 unidades por m²;
  • Tijolo comum em parede com 20cm de largura = 184 unidades por m².

 

Cimento e areia

 

    Por falar em cimento, o cálculo do consumo desse material depende da proporção dele no traço. Para simplificar o exemplo, vamos considerar uma relação de uma parte de cimento para três de areia. Considerando 20 l de areia, teremos 6,66 l de cimento por m². Numa obra em que serão construídos 40 m², o consumo final de cimento será de 266,4 l. Entretanto, o cimento é comercializado por kg e não por litro.

    Os fabricantes indicam qual o volume de cada saco. Considerando que seja de 40 l a cada 50 kg, basta dividir o valor total em litros por 40 para obter a quantidade de sacos de cimento a serem comprados.

Ou seja, 266,4 / 40 = 6,66. Para essa obra serão necessários 7 sacos de cimento.

    No caso da areia, serão consumidos 20 l x 40 m² = 800 l. Convertendo para m³, que é a unidade de medida para venda da areia, serão 0,8 m³ de areia.

 

Caixa d’água

 

    A capacidade do reservatório de água de uma edificação depende da quantidade de pessoas que a ocupam e da sua finalidade de uso. É o que determina a NBR 5626. Para residências unifamiliares, é usual adotar um volume de 150 l de água por pessoa por dia. Para apartamentos, devido à pressão, a referência são 200 l diários por pessoa.

    O mínimo recomendável é que o reservatório supra as necessidades de um dia. Logo, se a obra é uma residência para cinco pessoas, o reservatório precisa ter, pelo menos, 750 litros de capacidade. Lembre-se que, quanto maior o volume, maior a carga sobre a laje. Por isso, em alguns casos pode ser interessante dividir o armazenamento em reservatórios menores.

    O orçamento de obra é um dos processos mais importantes de toda a etapa de construção. Este documento define o quanto será gasto na execução de uma edificação e ajuda tanto o proprietário da obra quanto o construtor a manter um controle de gastos mais eficiente.

    Um orçamento de obra é a determinação dos gastos para a execução de um projeto, desde a sua concepção até a assistência técnica após a entrega do empreendimento, conforme um plano previamente estabelecido.


Calcular a quantidade de tijolos por metro quadrado


    Deve-se calcular a quantidade de blocos por metro quadrado de parede executada. Para isso, devemos considerar a área de cada bloco e a espessura das juntas de argamassa.

    Pode-se utilizar a equação abaixo para determinar esse número de blocos por m2:


Portanto, para esse caso teremos:

 

n = 1/[(0,39 + 0,010)x(0,19 + 0,010)] = 12,5 unidades de tijolos por metro quadrado. Usaremos 13 unidades.


Calcular o volume de argamassa por metro quadrado que será utilizada


    Agora, deve-se calcular o volume de argamassa por meio da espessura que será realizada. Neste caso, de 10mm.

 


Logo, tem-se:

 

v = [1 – 12,5 x (0,39 x 0,19)] x 0,14 = 0,01032 m3 de argamassa por m2 de alvenaria.

    Como a argamassa do exemplo será de cimento, cal hidratada e areia média, deve-se obter a quantidade de cada um desses insumos.

Para a fabricação de 1m3 de argamassa, tem-se: 

  • Cimento: 130 kg
  • Cal hidratada: 282 kg
  • Areia média: 1,22 m3
  • Servente: 10 horas
  • Portanto, para a execução de 1 m2 de alvenaria, precisa-se de:
  • Cimento:  130 kg/m3 x 0,01032 m3 = 1,34 kg
  • Cal hidratada: 282 kg/m3 x 0,01032 m3 = 2,91 kg
  • Areia média:  1,22 m3/m3 x 0,01032 m3 = 0,0126 m3
  • Servente: 10 horas/m3 x 0,01032 m3 = 0,10325 h

 

Calcular a Produtividade da Mão de Obra

 


    Para este passo, o ideal é você ter um índice real coletado junto à sua própria equipe.

    A produtividade da mão de obra é a quantidade de serviço executado em um determinado intervalo de tempo. Normalmente, é expresso em horas.

    Quanto maior a produtividade, maior será a quantidade executada por algum profissional.

    No caso desse exemplo, iremos utilizar uma equipe de 1 pedreiro e 1 servente que consome 0,80 h cada um para a execução de 1 m2 de alvenaria.

Portanto:

  • Pedreiro: 0,80 h
  • Servente: 0,80 h

 

Calcular o custo para a execução de um serviço

 

    Após montar a composição de custo para um determinado tipo de serviço, estamos aptos a saber quanto iremos gastar para executar qualquer quantidade dessa mesma atividade.

    Se quisermos saber quanto custa para executar 50 m2 de alvenaria de bloco de cerâmico com furos na vertical, dimensões de 14 x 19 x 39cm e argamassa de cimento, cal hidratada e areia, traço 1:2:9, basta multiplicar a quantidade de metros quadrados pelo custo total por metro quadrado.

50 m2 x R$ 58,85 = R$ 2.942,50

 

Custos decorrentes:

  • O quantitativo de estruturas;
  • Seus materiais de composição;
  • Os revestimentos;
  • As louças;
  • Os metais e outras instalações.

 

        Custos indiretos são referentes a:

 

  • Consumo de água;
  • Consumo de energia elétrica;
  • Gastos com telefone;
  • Custo de transporte;
  • Pagamento de mão de obra terceirizada;
  • Equipamentos;
  • Salários;
  • Seguros e outros.
  • Some e adicione os impostos e taxas

 

    Com a soma de todos esses custos, decorrentes e indiretos, já se pode chegar ao custo total de uma obra.

    Basta que se adicione todos os impostos que incidem sobre os serviços e os encargos sociais; além das taxas de licenciamento, burocracias e permissões.

    Só que o custo é diferente de preço.

    Isso porque dentro dessa equação falta ainda o lucro. Não tem como fazer orçamento de obra sem incluir o lucro

 

Acrescente o Lucro

      O lucro nada mais é do que a remuneração que se deseja ter com a obra.

    Afinal, ninguém pensa em investir tanto tempo e dinheiro em um projeto sem ter algum benefício em troca.

    É interessante aplicar a porcentagem desejada linearmente, em toda a planilha.

    E com o fechamento dos cálculos parciais, já se pode fazer o somatório final.

    Retomando a questão do CUB, ou “Custo Unitário Básico”, multiplicando isso pela área da construção, mais os itens não inclusos vezes o “lucro e despesas indiretas”, tem-se o custo final.

    Simplificando essa ideia, diz-se que os custos mais os lucros é igual ao preço de venda.

    Elaborar uma planilha orçamentária ajuda o profissional a entender e discriminar melhor todos os materiais, mãos-de-obra e outros gastos da obra.

    Na forma mais sintética, sua tabela pode descrever apenas o custo unitário e o total dos serviços.

    Agora, se ele tiver de fazer um modelo mais completo, podem-se dividir, então, as colunas em categorias e subcategorias, e complementar com o lucro e os encargos.

    Na ordem ou na sequência da obra, as subcategorias são:

  1. Infraestrutura;
  2. Instalações hidráulicas e elétricas;
  3. Vedação;
  4. Cobertura; Revestimentos; Outros.

 

CUB Médio Brasil

 

    O Custo Unitário Básico de Construção (CUB) é um indicador de custos no setor da construção calculado e divulgado pelos Sinduscons estatuais e regido pela Lei Federal 4.591/64. 

 

    O CUB Brasil é uma média ponderada dos indicadores de alguns dos principais estados da federação. Este tópico contém informações sobre a evolução do CUB Brasil e dos estados que o compõem.

    O Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil - SINAPI tem por objetivo a produção de séries mensais de custos e índices para o setor habitacional, e de séries mensais de salários medianos de mão de obra e preços medianos de materiais, máquinas e equipamentos e serviços da construção para os setores de saneamento básico, infraestrutura e habitação. O Sistema é uma produção conjunta do IBGE e da Caixa Econômica Federal - Caixa, realizada por meio de acordo de cooperação técnica, cabendo ao Instituto a responsabilidade da coleta, apuração e cálculo, enquanto à CAIXA, a definição e manutenção dos aspectos de engenharia, tais como projetos, composições de serviços etc. As estatísticas do SINAPI são fundamentais na programação de investimentos, sobretudo para o setor público. Os preços e custos auxiliam na elaboração, análise e avaliação de orçamentos, enquanto os índices possibilitam a atualização dos valores das despesas nos contratos e orçamentos.

Custo por m2 e CUB

     O CUB teve origem através da Lei Federal 4.591 de 16 de Dezembro de 1964 que obriga os sindicatos estaduais da construção civil a divulgar os custos unitários de construção todo dia 05 de cada mês. A ABNT ficou responsável por criar a metodologia de cálculo do CUB, atualmente é a NBR 12.721/2006.

    A NBR 12.721 estabeleceu os projetos-padrão. Os projetos-padrão são, segundo a norma, projetos selecionados para representar os diferentes tipos de edificações, que são usualmente objeto de incorporação para construção, com as características principais:

  • Número de pavimentos;
  • Número de cômodos por unidade;
  • Padrão de acabamento da construção
  • Número total de unidades (no caso de prédios)

 

Projeto Padrão Residencial

 


 

    Alguns itens não são considerados na formação do CUB porque são particulares de cada projeto e tem custos variados, não conseguindo determinar um padrão. São eles segundo a NBR 12.721/2006:

    “Na formação destes custos unitários não foram considerados os seguintes itens que devem ser levados em conta na determinação dos preços por metro quadrado (preço/m2) de construção, de acordo com o estabelecido no projeto e especificações a cada caso particular:”

  • Projetos (de arquitetura, estrutura, instalações, projetos especiais);
  • Terreno;
  • Fundações e serviços de infra-estrutura (submuramentos, paredes-diafragma, tirantes, rebaixamento de lençol);
  • Elevadores, equipamentos e instalações (bombas recalque, calefação, ventilação e exaustão); Playground;
  • Obras complementares;
  • Urbanização e a jardinação;
  • Áreas de lazer (piscinas, quadras e campos de esportes); Instalação e regulamentação de condomínio; impostos, taxas e emolumentos cartoriais;
  • Remuneração do construtor e remuneração do incorporador. 

    A instabilidade econômica nos faz olhar com mais atenção aos valores gastos na obra. Para organizar essas cifras (tornando-as justas na correção de contratos), o Sindicato da Indústria da Construção Civil— que possui seções em vários estados brasileiros — calcula mensalmente o Custo Unitário Básico (CUB). Dessa forma, o índice serve de indicativo para cumprir o estabelecido em contrato — seja de apartamentos em construção ou mesmo para referência para empresas do ramo. Isso permite maior segurança às construtoras para que sejam feitas correções em sintonia com os indicadores financeiros.

    Dada a sua importância, é fundamental compreender como o indicador é mensurado. A coleta de dados compreende contabilizar os salários, preços de materiais e mão de obra. Igualmente devem ser inclusas as despesas administrativas e equipamentos previstos em normas técnicas. Esse valor de referência é feito a partir de uma amostra de cerca de 40 empresas de construção, para que seja o mais fiel e justo possível. Exatamente porque as empresas de construção são as fontes de pesquisa (isto é, o custo) e não o preço de venda (empresas).

    Antes de obter o CUB, é importante saber em qual tipo o imóvel está categorizado, ou seja, é uma construção de alvenaria, madeira ou mista. Devese levar em conta também para qual destinação a obra é feita (por exemplo, residencial) e o padrão dela (de acordo com o número de acomodações dentro). O total de pavimentos desta construção é outra informação relevante para se chegar ao Custo Unitário Básico. A partir desse levantamento inicial, uma tabela do Sindicato que indica em qual categoria o imóvel se enquadra.

    Identificadas as informações anteriores, é o momento de levantar as áreas contempladas que contabilizam o total que será construído do imóvel. É importante lembrar que tudo deve estar devidamente discriminado no projeto arquitetônico (o que significa dizer que não é apenas a área construída e, sim, a área total.

    Com todos os dados em mãos, é preciso fazer o Cálculo do Custo Global (CGO) e ainda o de Remuneração de Mão de Obra Total (RMT). O primeiro deles (CGO) é levantado a partir da multiplicação da área pelo CUB previamente definido (link da tabela que colocamos no primeiro passo). É importante ressaltar que, nesse caso, já aplicamos os redutores.

    Já o RMT é obtido a partir da aplicação dos percentuais definidos, conforme o escalonamento por área. Esse dado incide sobre o CGO (levantado anteriormente). Com a soma dos resultados obtidos em cada etapa, aplica-se o percentual, seguindo essa tabela:

 

Primeiros 100 metros quadrados

 4%

De 100 a 200 metros quadrados

8%

De 200 a 300 metros quadrados

14%

Acima de 300 metros quadrados

 20%  

 

    A partir daí, devem-se aplicar os seguintes percentuais: 20% INSS (patronal), 8% para o assegurado, 3% de RAT e 5,8% de outras entidades. O montante deve chegar aos 36,8%. Ou seja, é o valor a ser quitado junto à Receita Federal.

    Lógico que o cálculo exige muita atenção, por todas as variantes que exigem. Uma maneira mais adequada de efetuá-lo é recorrer ao uso de tecnologia especializada. Sistemas de gestão focados na construção civil podem ajudá-lo na identificação dos dados, evitando que ocorram falhas que induzam ao erro do CUB.

 

Plano Financeiro

 

    O plano financeiro é o resultado final do trabalho de planejamento financeiro, nele são apresentadas todas as informações relevantes levantadas durante todo o processo de planejamento financeiro, o fluxo de caixa, o orçamento e o balanço patrimonial elaborados para a análise dos dados, as estratégias desenvolvidas, e a agenda de implantação e revisões periódicas do plano. 

    O plano financeiro é a ferramenta que de fato permite acompanhar e mensurar a evolução do trabalho de planejamento financeiro ao longo do tempo e avaliar se a pessoa está ou não tendo sucesso na execução de seu planejamento financeiro.


Exemplo de Orçamento

Novembro

Real

Orçado

Dif.(RealXOrç.)

Mão de Obra

 

 

 

Materiais

 

 

 

Equipamentos

 

 

 

 

 

Finanças

 

    Finanças (do francês finance) é a ciência da gestão do dinheiro. Este último conceito apresenta-se bastante estreito nos dias atuais, no qual pode-se compreender Finanças (em sua forma derivada do latim clássico), como a ciência da estruturação dos arranjos econômicos necessários à consecução de um conjunto de objetivos quanto à intendência dos ativos indispensáveis à essa realização. Seu campo de estudo são as instituições financeiras, os mercados financeiros e o funcionamento dos sistemas financeiros, quer dentro de uma nação, quer no mercado internacional. Quanto ao verbo, "financiar" significa fornecer fundos para negócios e projetos.

    Na sua acepção moderna, o conceito de "finanças" nasceu nos anos 1960 e sua abordagem característica é normativa, isto é, um decisor, seja um investidor individual ou gerente empresarial, busca maximizar uma funçãoobjetivo, seja em utilidade ou em retorno esperado, ou agregar valor para o acionista, para um dado preço de título obtido no mercado.

    No nível microeconômico, as finanças são o estudo do gasto financeiros, da gestao de estoque e da captação de fundos por fundações e instituições. O termo "finanças" pode, assim, incorporar o estudo do planejamento do dinheiro e outros ativos na própria área; o gerenciamento e controle desses ativos ou recursos; e a análise e gerenciamento de riscos de projetos.

 

Controle de Custo

 

    Uma empresa que deseja incorporar boas práticas de gestão pode começar pelo controle dos custos e despesas do negócio.

    Esse diagnóstico, monitoramento e avaliação dos números pode ajudar muito na tomada de decisões. Sem esse processo devidamente implementado, fica bem mais difícil saber se é hora de abrir uma filial ou cortar gastos administrativos, se é possível aumentar a equipe de vendas ou se o fluxo de caixa atual não está dando conta do recado.

    Para o controle de custos e despesas básico, uma planilha simples já ajuda. Pode ser aquela do Excel, do Drive ou de qualquer programa que facilite o registro e revisão periódica dos dados.

 

Controle de Custos x Despesas

 


    A diferença básica entre custos e despesas é a seguinte: os primeiros se relacionam diretamente ao produto ou serviço da empresa, e os segundos se referem à manutenção da atividade.

    Essa definição pode parecer fácil, mas, às vezes, ao longo da jornada, no dia a dia, esses conceitos se confundem, especialmente hoje, em um mercado tão dinâmico, que até "produto" ou "serviço" de algumas companhias, em alguns casos, tem explicação complicada.

  1. Exemplos de custos
  2. Matéria-prima
  3. Salários de quem se envolve na produção Gasto com logística  para a produção.
  4. Exemplos de despesa
  5. Café do escritório de vendas
  6. Gastos com marketing e publicidade
  7. Assinatura de periódicos para o escritório.

 

 Aguardem os próximos capítulos...